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  |  13/jan, 2015  |  Última atualização em 13/jan, 2015 às 17:52

Cientificismo Convencional Versus Inteligênca Universal

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Por Mauro Nunes

PensegrandeAs pessoas, de um modo geral, principalmente as gerações surgidas no século passado, não estão preparadas para o novo, para o inédito, para ideias inovadoras. Há uma triste tendência de rejeitar tudo que não é cientificamente embasado, segundo o que se transmite no retrógrado ensino convencional e no que é apreendido de vivências explicáveis.

Para o cientificismo convencional o que não é visto, ouvido, tocado ou cheirado não existe como fenômeno científico. Segundo eles, o resto é conversa de carochinha!´. Ai se inclui o desprezo pela intuição, inspiração, criatividade e inteligência universal. Ou, com diria Einstein, Importa como Deus pensa, o resto é bobagem!´.

Inteligência universal é um novo paradigma que procura explicar, através da física quântica comentada por Max Planck e Fritjov Capra, além de Einstein, a existência das sementes da criação e o surgimento da intuição, que nada tem a ver com a racionalidade cartesiana. Tratarei desse tema em outra ocasião. Pretendo desenvolver uma abordagem dessa disciplina aplicável aos negócios.

A história nos oferece exemplos da nossa resistência e dificuldade em aceitar a tendência natural da evolução a partir do nada. São exemplos que ilustram o quanto precisamos evoluir mentalmente para acompanhar a celeridade e progressividade das mudanças, fenômeno dos mais visíveis deste início de século XXI.

Em 18 de abril de 1939, quando alguns técnicos e pesquisadores apresentaram o protótipo de um aparelho de TV, o tradicional e respeitado jornal “The New York Times” ofereceu aos assinantes a seguinte opinião: “A televisão não dará certo… as pessoas terão de ficar olhando sua tela, e a família americana média não tem tempo para isso”. Isso foi há apenas 70 anos. O que é a televisão hoje para a família americana? E para as famílias de todo o mundo? Sem comentários.

Em 1879 um desconhecido de prenome Thomas aproveitou a realização de uma exposição em Paris para demonstrar o seu invento. Um conceituado e também respeitado professor da renomada Universidade de Oxford chamado Erasmo Wilson fez o seguinte comentário `Quando a exposição de paris encerrar, ninguém mais ouvirá falar em luz elétrica´. O inventor era Thomas Edison. Como seria o mundo hoje sem a luz elétrica? Que seria da humanidade limitada a ouvir apenas o professor da Oxford?

Quando surgiu o cinema sonoro no ano de 1900 uma publicação especializada chamada Revista American Cinematographer deu a seguinte manchete: “O cinema sonoro é uma novidade … que durará uma temporada”. O que acham do cinema sonoro hoje?

A postura de cientistas como Einstein, Thomas Edison, e mesmo um Leonardo Da Vinci, tido como dos poucos seres humanos com inteligências múltiplas, são exemplos históricos que devem ser tomados como aprendizado de forma a evitar o atual entorpecimento mental em que bobagem mesmo é a racionalidade científica, o raciocínio mecânico, a rejeição à intuição, sem considerar o atual e ultrapassado método de gerenciar governos, corporações privadas e de educar as novas gerações.

Enquanto não for substituído o paradigma da racionalidade científica que entorpece a intuição, impede a inspiração e bloqueia a criatividade, serão poucos e considerados ousados, quando não heréticos ou loucos, os cientistas a abraçarem estudos sobre a mente, a inteligência universal ou existência de um banco de conhecimentos em algum lugar que ainda desconhecemos.

Talvez estejamos precisando mesmo de heréticos e loucos, como os que contribuíram significativamente e de forma expressiva para o progresso da humanidade em todos os campos da ciência e da vida.

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