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  |  19/mar, 2015  |  Última atualização em 19/mar, 2015 às 11:38

SEBRAE – Raio de Ação Privilegiada e Forte Compromisso de Missão!

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Por Mauro Nunes

 empreendedorismocienciaarte“É importante refletir sobre as políticas públicas necessárias e incentivar o novo paradigma de crescimento responsável ambientalmente e socialmente, em particular, com a criação de pequenas empresas especializadas” Ignacy Sachs.

A crise do emprego, que já aponta na esquina como uma das consequências da desorgempmissão SEBRAEanização da economia nacional já é, inegavelmente, uma das mais marcantes características das sociedades pós-industriais. Esse é um crucial e importante desafio a ser enfrentado pelo mundo moderno, em particular pelo Brasil e pelo Estado da Paraíba.

Um livro famoso em todo o Mundo é justamente intitulado “O Horror Econômico”, da francesa Viviane Forrester. Ela e outros contemporâneos levantam, em resumo, a assustadora tese de que… a Era do Emprego já passou, há mais de uma década, e o Mundo simplesmente não se apercebeu!

O desdobramento dessa tese traz um corolário cruel, mas não de todo despropositado: os pouquíssimos empregos que ainda surgirem caberá apenas a uma diminuta elite, restando à maioria dos seres humanos vegetarem sem qualquer ocupação produtiva.

Poder desfrutar da visão de um País onde prosperem os pequenos empreendimentos é sem dúvida bem melhor que ter, como muitas nações, o subjugo do peso de poucas e gigantescas corporações multinacionais.

Em artigo sob o título “Paradigma do crescimento responsável” o economista Ignacy Sachs, professor da École des Hautes Études en Sciences Sociales e diretor do Centre de Recherche sur le Brésil Contemporain, Paris, afirma “É importante refletir sobre as políticas públicas necessárias e incentivar o novo paradigma de crescimento responsável ambientalmente e socialmente, em particular, com a criação de pequenas empresas especializadas”.

Sem perda de tempo, devem ser acionadas iniciativas realizadoras de estudos e pesquisas de identificação de nichos e oportunidades de negócios potenciais, geradores de ocupações produtivas, e que sejam apoiados em instrumentos de capacitação e assessoramento organizacional. E também revisão pelas Instituições que oferecem créditos de linhas de financiamento compatíveis com o tamanho, a cultura e a resposta social oferecida pelos empreendedores de pequeno porte.

O SEBRAE tem um raio de ação privilegiada nesse campo. Tem toda condição de contribuir – como é sua missão – com o processo de fomento dos empreendimentos de pequeno e micro porte, gerando emprego e ocupação produtiva onde vive o cidadão empreendedor, e não apenas nos grandes centros ou nos pólos já conhecidos.

Bem focado em sua missão, o SEBRAE ativa as vocações empreendedoras pré-existentes, adota programas de aproveitamento das tecnologias apropriadas, executa projetos e programas voltados para a criação e manutenção do emprego e da renda, mobiliza a sociedade em defesa de seus interesses e, finalmente, capacita os empreendedores e intraempreendedores potenciais em seus diversos papéis junto à organização, produção, tecnologia e mercado dos segmentos produtivos a que pertencem.

Diante das sucessivas transformações das macros ambiências – políticas, econômicas, sociais, tecnológicas e de gestão – e da urgente necessidade de que todos se adequem à era do conhecimento, é de todo necessário e salutar que as instituições de fomento atuem com ideias concretas, compatíveis com as vocações e potencialidades de cada microrregião ou município e coerentes com as realidades localizadas.

A proposta é a de se voltar mais predominantemente para incentivar pequenas comunidades interioranas e periferias urbanas de áreas metropolitanas, com processo indutivo e educativo, no sentido de fazer com que as lideranças locais, com o apoio de instituições parceiras, entre elas o SEBRAE, se mobilizem e sejam despertadas para algumas riquezas que estão muito próximas ao seu redor.

Riquezas que, com pequenos investimentos, podem ser transformadas em empreendimentos, empregos, rendas, salários, impostos etc. Essa é, seguramente, uma forma de fazer com que todos ganhem, propiciando inclusive uma mais justa distribuição pessoal e espacial da renda, quebrando o “círculo vicioso da pobreza” (o pobre é pobre porque é pobre), e diminuindo a distância que separa ricos de pobres.

Planeta Terra, 19 de março de 2015.

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